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Educação Patrimonial – Passado, Presente e Futuro

Este artigo surge num momento em que é urgente preocuparmo-nos mais com o futuro (ou falta dele) da educação patrimonial, sobretudo devido à constante evolução dos meios digitais. Estes meios digitais podem e devem ser ferramentas que beneficiem a divulgação do Património Cultural, porém não devem substituir uma interação mais pessoal e real com um determinado bem cultural, material ou imaterial. Posto isto, de forma a garantir um conteúdo bem refutado e que promova o debate, este artigo estará dividido em duas perspetivas.     Perspetiva de Ana Rita Rodrigues, Licenciada em Gestão do Património Cultural (ESE-P.PORTO) e Mestranda em História e Património (FLUP)  https://www.linkedin.com/in/ana-rita-rodrigues-220a27325/ A educação patrimonial é, na minha opinião, um dos campos mais desvalorizados na sociedade atual. E essa desvalorização começa logo pela base: o próprio conceito de património não é devidamente compreendido pela maioria das pessoas. Se não sabemos o que...

O Património Cultural pode salvar a humanidade!

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O título parece um exagero, mas como tudo na vida, depende da perspetiva como o encaramos.    Segundo a Convenção para a Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural (UNESCO, 1972), uma das definições de Património Cultural abrange os locais (Artigo 1º, alínea c) e refere o seguinte:    " locais : obras do homem ou combinações do homem e da natureza, e zonas, incluindo os sítios arqueológicos, com valor universal excecional do ponto de vista histórico, estético, etnológico ou antropológico".    Sabemos, por experiência ativa como seres humanos e cidadãos deste mundo, que a história da humanidade é feita de guerras e conflitos que vão destruindo o que é bom e positivo. Mas no meio de tanto caos, há uma luz ao fim do túnel.   O Património Cultural vai sempre existir, mesmo após a morte, porque a obra do ser humano é imortal, especialmente aquela que dignifica a identidade cultural e a História. E podem fazer a pergunta, mas então e se o patrim...

Perda do sentido de pertença

Cada vez mais sentimos que não pertencemos a lugar algum neste mundo globalizado.   Não se trata apenas da questão física, sob a forma de um espaço, cidade ou país. Mais do que isso, trata-se da perda ou incompreensão da própria identidade cultural. A Cultura é um conceito complexo e em constante mutação e tende a acompanhar as mudanças dos tempos e evolução tecnológica, ou pelo menos é esse o objetivo. No entanto, as constantes pressões sociais afastam os jovens da Cultura que os viu nascer, quer por necessidade laboral, quer por falta de investimento do próprio país.   Não podemos esperar que no clima atual de fácil acesso a outras realidades, as pessoas não procurem experienciar outros costumes e tradições culturais, e esse nem sequer é o problema...O problema é que não existem medidas suficientes para proporcionar um aumento do interesse pela Cultura, o que acaba por provocar, especialmente com o crescente aumento da taxa de envelhecimento em Portugal, o fim de algumas tra...

Cultura do abandono

Para um país com tanta História e Cultura, somos os primeiros a desvalorizar a sua importância.   Sempre que posso visito locais que integram o Património Cultural português, mas nem sempre encontro experiências positivas. E não sou o único a ficar desapontado.   Infelizmente, temos no nosso país um quadro de prioridades muito pouco flexível. Enquanto alguns locais e edifícios emblemáticos são considerados o “Holly Grail” do Património Cultural, outros são deixados ao abandono e degradação total, sobretudo espaços arqueológicos que recuam aos séculos V-IV a.C. Por um lado, alguns Municípios continuam a investir os fundos monetários para a Cultura em ideias totalmente recicladas e sem inovação. Ora, se esse dinheiro fosse direcionado para a dinamização e divulgação dos espaços mencionados, as experiências dos visitantes seriam mais positivas. Por outro lado, parece existir um esforço reduzido, cingindo o investimento apenas à manutenção básica destes locais. O que acont...