A Arte da coisa
Dei por mim a pensar que a Arte, especialmente a Contemporânea, pode significar muita coisa.
Mas o que é uma "coisa"!? Segundo a sua definição mais comum, pode significar "tudo o que existe (real ou abstratamente), um objeto inanimado ou um acontecimento".
Refletindo melhor, não será também a Arte a própria coisa ou a coisa a própria Arte? Se seguirmos esta premissa, tudo o que é visível a olho nu poderá ser classificado como Arte. A arte de construir, destruir e voltar a construir... Não é isto que o ser humano tem vindo a fazer ao longo da humanidade!?
Em termos filosóficos e culturais, a arte da coisa é apreciar a beleza do quotidiano, simples e por vezes insignificante, apenas mais um dia.
Mas então, toda a gente é artista? Até certa medida sim, mas há artistas e artistas...Um artista produz continuamente sem esperar retorno, apenas se deixa levar pelos rumos fluentes do seu engenho. Tem o coração puro e julga apenas a ele mesmo, porque erra inúmeras vezes e nunca chega à conclusão final.
A verdade, que também é um cliché, é que a Arte não se compreende, sente-se! É um escape, pois para compreender já temos as nossas vidas chatas e problemáticas.

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