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A Arte da coisa

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Dei por mim a pensar que a Arte, especialmente a Contemporânea, pode significar muita coisa.   Mas o que é uma "coisa" !? Segundo a sua definição mais comum, pode significar "tudo o que existe  (real ou abstratamente), um objeto inanimado ou um acontecimento".   Refletindo melhor, não será também a Arte a própria coisa ou a coisa a própria Arte ? Se seguirmos esta premissa, tudo o que é visível a olho nu poderá ser classificado como Arte . A arte de construir, destruir e voltar a construir... Não é isto que o ser humano tem vindo a fazer ao longo da humanidade!?   Em termos filosóficos e culturais,  a arte da coisa é apreciar a beleza do quotidiano, simples e por vezes insignificante, apenas mais um dia.    Mas então, toda a gente é artista? Até certa medida sim, mas há artistas e artistas...Um artista produz continuamente sem esperar retorno, apenas se deixa levar pelos rumos fluentes do seu engenho. Tem o coração puro e julga apenas a ...

Educazione al patrimonio – Passato, presente e futuro

Questo articolo arriva in un momento in cui è urgente preoccuparsi maggiormente del futuro (o della sua mancanza) dell'educazione al patrimonio, soprattutto a causa della costante evoluzione dei mezzi digitali. Questi mezzi digitali possono e devono essere strumenti che favoriscono la diffusione del patrimonio culturale, ma non devono sostituire un'interazione più personale e reale con un determinato bene culturale, materiale o immateriale. Detto questo, al fine di garantire un contenuto ben argomentato e che promuova il dibattito, questo articolo sarà suddiviso in due prospettive.     Il punto di vista di Ana Rita Rodrigues, laureata in Gestione del Patrimonio Culturale (ESE-P.PORTO) e studentessa del Master in Storia e Patrimonio (FLUP) https://www.linkedin.com/in/ana-rita-rodrigues-220a27325/ L'educazione al patrimonio è, a mio avviso, uno dei campi più sottovalutati nella società attuale. E questa sottovalutazione parte proprio dalla base: il concetto stesso di patrimo...

Éducation patrimoniale – Passé, présent et futur

Cet article paraît à un moment où il est urgent de se préoccuper davantage de l'avenir (ou de l'absence d'avenir) de l'éducation patrimoniale, notamment en raison de l'évolution constante des moyens digitales. Ces moyens digitales peuvent et doivent être des outils qui favorisent la diffusion du patrimoine culturel, mais ils ne doivent pas remplacer une interaction plus personnelle et réelle avec un bien culturel, matériel ou immatériel. Cela étant dit, afin de garantir un contenu bien réfuté et propice au débat, cet article sera divisé en deux perspectives.     Point de vue d'Ana Rita Rodrigues, diplômée en gestion du patrimoine culturel (ESE-P.PORTO) et étudiante en master d'histoire et patrimoine (FLUP) https://www.linkedin.com/in/ana-rita-rodrigues-220a27325/ L'éducation au patrimoine est, à mon avis, l'un des domaines les plus dévalorisés dans la société actuelle. Et cette dévalorisation commence dès la base: le concept même de patrimoine n'...

Educación patrimonial - pasado, presente y futuro

Este artículo surge en un momento en el que es urgente preocuparnos más por el futuro (o la falta del mismo) de la educación patrimonial, sobre todo debido a la constante evolución de los medios digitales. Estos medios digitales pueden y deben ser herramientas que beneficien la difusión del patrimonio cultural, pero no deben sustituir una interacción más personal y real con un determinado bien cultural, material o inmaterial. Dicho esto, con el fin de garantizar un contenido bien fundamentado y que promueva el debate, este artículo se dividirá en dos perspectivas.     Perspectiva de Ana Rita Rodrigues, licenciada en Gestión del Patrimonio Cultural (ESE-P.PORTO) y estudiante de máster en Historia y Patrimonio (FLUP) https://www.linkedin.com/in/ana-rita-rodrigues-220a27325/ La educación patrimonial es, en mi opinión, uno de los campos más infravalorados en la sociedad actual. Y esta infravaloración comienza desde la base: el propio concepto de patrimonio no es comprendido adecua...

Heritage Education – Past, Present and Future

This article comes at a time when it is urgent to be more concerned about the future (or lack thereof) of heritage education, especially given the constant evolution of digital media. These digital media can and should be tools that benefit the dissemination of Cultural Heritage, but they should not replace a more personal and real interaction with a particular cultural asset, whether tangible or intangible. That said, in order to ensure well-researched content that promotes debate, this article will be divided into two perspectives.   Perspective of Ana Rita Rodrigues, Graduate in Cultural Heritage Management (ESE-P.PORTO) and Master's student in History and Heritage (FLUP) https://www.linkedin.com/in/ana-rita-rodrigues-220a27325/ Heritage education is, in my opinion, one of the most undervalued fields in today's society. And this undervaluation starts at the very beginning: the concept of heritage itself is not properly understood by most people. If we do not know what herita...

Educação Patrimonial – Passado, Presente e Futuro

Este artigo surge num momento em que é urgente preocuparmo-nos mais com o futuro (ou falta dele) da educação patrimonial, sobretudo devido à constante evolução dos meios digitais. Estes meios digitais podem e devem ser ferramentas que beneficiem a divulgação do Património Cultural, porém não devem substituir uma interação mais pessoal e real com um determinado bem cultural, material ou imaterial. Posto isto, de forma a garantir um conteúdo bem refutado e que promova o debate, este artigo estará dividido em duas perspetivas.     Perspetiva de Ana Rita Rodrigues, Licenciada em Gestão do Património Cultural (ESE-P.PORTO) e Mestranda em História e Património (FLUP)  https://www.linkedin.com/in/ana-rita-rodrigues-220a27325/ A educação patrimonial é, na minha opinião, um dos campos mais desvalorizados na sociedade atual. E essa desvalorização começa logo pela base: o próprio conceito de património não é devidamente compreendido pela maioria das pessoas. Se não sabemos o que...

Sobreturismo

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O sobreturismo, especialmente centralizado nas capitais de distrito em Portugal, está a destruir a autenticidade das suas populações e seus costumes culturais.   O Turismo está cada vez mais centralizado, no caso de Portugal em destaque para o Porto e Lisboa. Duas cidades lindas, com tanto para oferecer e desfrutar, mas com um problema em comum, o sobreturismo. O sobreturismo surge quando uma cidade depende quase exclusivamente do Turismo para prosperar, consequentemente deixando de lado o bem-estar das suas populações. As rendas habitacionais sobem de preço, os espaços comerciais tornam-se cada vez mais padronizados e é quase impossível circular na cidade sem qualquer interrupção devido ao trânsito.   Mas como combater este problema?    Uma das soluções poderá passar pela descentralização do mercado turístico para outras regiões de Portugal, de forma a não comprometer o desenvolvimento do mesmo, mas ao mesmo tempo dar uma oportunidade às cidades com maior volume tur...

Desenvolvimento comunitário através da Cultura e da Arte

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De que forma podemos ajudar as comunidades, através de manifestações culturais/artísticas?   Segundo o artigo 7º da Lei de bases do Património Cultural (lei nº 107/2001):   "Todos têm direito à fruição dos valores e bens que integram o património cultural, como modo de desenvolvimento da personalidade através da realização cultural".   Posto isto, podemos partir do princípio que toda a gente consegue aceder a estes valores/bens, certo? Errado!   A verdade é que muitas comunidades são socialmente descartadas, ou porque vivem numa situação de pobreza extrema, ou porque são oriundas de outros países e não foram devidamente introduzidas à nossa cultura, ou ambos. É por isso que deve existir uma intervenção conjunta de agentes sociais e culturais, que auxiliem na intervenção educativa destas comunidades desfavorecidas.    Recorrendo ao objetivo nº 4 (Educação de Qualidade) dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - Agenda de 2030), todos os menin...

O Património Cultural pode salvar a humanidade!

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O título parece um exagero, mas como tudo na vida, depende da perspetiva como o encaramos.    Segundo a Convenção para a Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural (UNESCO, 1972), uma das definições de Património Cultural abrange os locais (Artigo 1º, alínea c) e refere o seguinte:    " locais : obras do homem ou combinações do homem e da natureza, e zonas, incluindo os sítios arqueológicos, com valor universal excecional do ponto de vista histórico, estético, etnológico ou antropológico".    Sabemos, por experiência ativa como seres humanos e cidadãos deste mundo, que a história da humanidade é feita de guerras e conflitos que vão destruindo o que é bom e positivo. Mas no meio de tanto caos, há uma luz ao fim do túnel.   O Património Cultural vai sempre existir, mesmo após a morte, porque a obra do ser humano é imortal, especialmente aquela que dignifica a identidade cultural e a História. E podem fazer a pergunta, mas então e se o patrim...

Sociedade consumista

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Vivemos numa sociedade em que o consumismo e o capitalismo reinam numa supremacia de aparências.   Tudo é visto como uma batalha de quem tem mais ou menos, uma vitória para a produção em massa, uma derrota para a humanidade. Carros, casas, tecnologia...Nada disso importa em situações reais da vida, em que a humildade é a melhor forma de responder à provocação, ao exagero e à maldade.   As novas gerações, e nesse núcleo me incluo, são todos os dias bombardeadas com muita des(informação) e novos produtos e tendências disseminadas pelas redes sociais.     Está na altura de mudarmos isso! Podemos e devemos viver no presente, sem pensar no que vamos receber no Natal, ou o que vamos obter por realizar determinada ação. A beleza da vida está nos pequenos momentos, em conversas com amigos, no início ou fim de uma jornada, no cruzar da meta ou apenas em participar.   Custou, mas aprendi que nada dura para sempre. Todavia, já que não temos opção de prever o que o futuro n...

Perda do sentido de pertença

Cada vez mais sentimos que não pertencemos a lugar algum neste mundo globalizado.   Não se trata apenas da questão física, sob a forma de um espaço, cidade ou país. Mais do que isso, trata-se da perda ou incompreensão da própria identidade cultural. A Cultura é um conceito complexo e em constante mutação e tende a acompanhar as mudanças dos tempos e evolução tecnológica, ou pelo menos é esse o objetivo. No entanto, as constantes pressões sociais afastam os jovens da Cultura que os viu nascer, quer por necessidade laboral, quer por falta de investimento do próprio país.   Não podemos esperar que no clima atual de fácil acesso a outras realidades, as pessoas não procurem experienciar outros costumes e tradições culturais, e esse nem sequer é o problema...O problema é que não existem medidas suficientes para proporcionar um aumento do interesse pela Cultura, o que acaba por provocar, especialmente com o crescente aumento da taxa de envelhecimento em Portugal, o fim de algumas tra...

Estado da Cultura em Portugal

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A Cultura está doente! Como se a Cultura já não fosse constantemente posta de parte das políticas dos últimos governos, agora perdeu a exclusividade do seu próprio Ministério, juntando-se ao Desporto e à Juventude.   Quantas vezes os profissionais da Cultura necessitam de referir que as condições de trabalho são precárias, há falta de oportunidades para recém-formados e a inovação chega tarde às instituições culturais por falta de investimento!?   A premissa é simples e explica-se a si mesma: "Um país sem cultura é um país sem educação" -Fernanda Montenegro   Então porque continuámos a cometer os mesmos erros? Reciclagem de ideias, concursos públicos extremamente demorados, burocráticos e com critérios que deixam muito a desejar, turismo cultural extremamente vocacionado para o público estrangeiro, entre outros...   Mas nem tudo está perdido, porque enquanto existir vontade de quem realmente valoriza a Cultura do seu país, esta não cairá em esquecimento. Chegou a alt...

Novo conceito de Museu

  Um espaço cultural em constante movimento!   O Museu é um espaço em constante mutação, nomeadamente em relação ao seu conceito. Segundo a ICOM (International Council of Museums), “Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos e ao serviço da sociedade, que pesquisa, coleciona, conserva, interpreta e expõe o património material e imaterial. Abertos ao público, acessíveis e inclusivos, os museus fomentam a diversidade e a sustentabilidade. Com a participação das comunidades, os museus funcionam e comunicam de forma ética e profissional, proporcionando experiências diversas para educação, fruição, reflexão e partilha de conhecimento” (ICOM Portugal)   Mais do que isso, trata-se de um espaço de exploração e autoconhecimento. Com a evolução da mentalidade, os museus estão a tornar-se cada vez mais inclusivos e, portanto, as pessoas podem entrar e não se sentirem julgadas. Tudo é possível, as interpretações são variadas, a imaginação e criatividade não têm ...